Jagube / Mariri
Cipó sagrado sob pressão extrativista. O cultivo estruturado no Projeto Âncora busca aliviar a demanda sobre as matrizes nativas de Banisteriopsis caapi e espécies afins.
Cultivo · Pesquisa · Conservação
Projeto Âncora
Uma parceria de longo prazo que planta jagube e chacrona no Acre — para aliviar a pressão sobre as matrizes nativas e abrir caminho a um modelo de cultivo e pesquisa replicável.
Instituto Luz da Nova Dimensão
O Projeto Âncora nasce de uma aliança entre institutos que compartilham a mesma visão de proteção, preservação e resguardo das plantas sagradas.
Por meio de parceria com o Instituto Luz da Nova Dimensão — instituição alinhada aos valores do SOS Ayahuasca — são cedidos 36 hectares de terra no Estado do Acre para o plantio de jagube (Banisteriopsis spp.) e chacrona (Psychotria viridis) pelos próximos 30 anos, com foco em cultivo sustentável e pesquisa.
Mais do que uma área de plantio, o projeto é um compromisso territorial de longo prazo: tempo suficiente para germinar, crescer, estudar e demonstrar que é possível produzir conhecimento e biomassa cultivada sem aprofundar a exploração predatória das populações nativas.
Área cedida no Acre para cultivo e pesquisa
Horizonte de cessão para manejo de longo prazo
Modelo a validar, aprimorar e expandir
Parcela exclusiva para pesquisa, sem extração
O extrativismo intensivo de Banisteriopsis caapi e espécies associadas aumenta a vulnerabilidade das matrizes nativas. Cultivar com responsabilidade é uma resposta concreta a essa pressão.
A demanda crescente por jagube e chacrona, combinada à retirada indiscriminada em áreas naturais, coloca as populações de Banisteriopsis caapi sob estresse contínuo. Sem alternativas de cultivo estruturado, a pressão extrativista tende a se aprofundar — com risco direto à diversidade genética e à continuidade das matrizes nativas.
Ao destinar terra, tempo e manejo sustentável ao plantio de jagube e chacrona, o Projeto Âncora reduz a dependência do extrativismo e cria biomassa cultivada sob acompanhamento técnico. O impacto é direto: menos retirada predatória na floresta, mais preservação das espécies e mais conhecimento produzido no campo.
Cada instituto assume um papel claro. A parceria funciona porque responsabilidades, valores e horizonte temporal estão alinhados.
O Instituto SOS Ayahuasca acompanha e monitora o projeto — validando práticas, registrando aprendizados e garantindo que o piloto avance com transparência, critérios técnicos e fidelidade à missão de preservação.
O Instituto Luz da Nova Dimensão é responsável pelas atividades de germinação, plantio e manejo sustentável na área cedida — o trabalho cotidiano que transforma terra disponível em cultivo vivo e cuidadosamente conduzido.
Em parceria com estudantes e universidades, um percentual das plantas é destinado exclusivamente à pesquisa. Nessas linhas, a extração não é permitida: o material serve ao conhecimento, não ao consumo.
Uma parcela do cultivo é reservada a fins científicos, com regra clara: pesquisa sim, extração não.
Ao integrar universidades e estudantes, o Projeto Âncora transforma o campo em laboratório vivo. Germinação, desenvolvimento, manejo e diversidade genética passam a ser observados em condições reais — gerando dados úteis à conservação e à produção responsável, sem converter o material de pesquisa em recurso extrativo.
O percentual destinado à pesquisa permanece protegido de retirada. É um compromisso ético com a ciência e com a continuidade das espécies.
O Âncora não pretende ser uma ação isolada. É um modelo a ser validado, aprimorado e expandido a outros institutos — com meta de reduzir de forma considerável o impacto do extrativismo.
Implementar germinação, plantio e manejo nos 36 hectares, com monitoramento contínuo do SOS Ayahuasca e execução de campo pelo Instituto Luz da Nova Dimensão.
Documentar práticas, resultados e aprendizados — inclusive os da linha de pesquisa universitária — para ajustar protocolos de cultivo sustentável e governança da parceria.
Replicar o arranjo com outros institutos que compartilhem visão e valores, ampliando a área cultivada e reduzindo, em escala, a pressão sobre as populações nativas.
Duas espécies centrais da tradição e da biodiversidade associada à Ayahuasca — cultivadas aqui com horizonte de décadas.
Cipó sagrado sob pressão extrativista. O cultivo estruturado no Projeto Âncora busca aliviar a demanda sobre as matrizes nativas de Banisteriopsis caapi e espécies afins.
Companheira essencial do jagube. Plantada e manejada no Acre com o mesmo compromisso de preservação, pesquisa e continuidade para as próximas gerações.
Apoie a preservação das espécies e o fortalecimento de projetos como o Âncora — cultivo, ciência e parceria a serviço das matrizes nativas.