O CIB 2026 é uma iniciativa institucional que reúne ciência, tradição e políticas públicas em torno da preservação da Banisteriopsis spp. e do patrimônio biocultural associado. Trata-se de um espaço de articulação entre universidades, centros de pesquisa, comunidades tradicionais, ONGs e órgãos governamentais, com foco na construção de conhecimento, diretrizes éticas e ações concretas de conservação. O congresso não é um evento comercial, mas uma plataforma de cooperação internacional voltada à proteção de espécies ameaçadas e saberes ancestrais.
Congresso completo
Áreas de conhecimento e atuação do congresso
19 a 22 de agosto de 2026 · Online e Presencial
Muito antes de a ayahuasca despertar o interesse da ciência, da sociedade e do mundo, os povos indígenas já cultivavam uma relação profunda com o Banisteriopsis caapi. Esta mesa propõe deslocar o olhar da experiência com a bebida para a própria planta, reconhecendo o Jagube – Mariri como um patrimônio biocultural vivo.
Durante décadas, o Banisteriopsis caapi inspirou pesquisas acadêmicas, fortaleceu tradições culturais, sustentou práticas espirituais e aproximou diferentes formas de compreender o mundo. Esta mesa convida a refletir sobre o compromisso ético de todos aqueles que dependem de sua existência para produzir conhecimento, fortalecer comunidades e promover cuidado.
A conservação do Banisteriopsis spp. e de outras plantas de importância biocultural depende da capacidade de integrar diferentes formas de conhecimento. Esta mesa propõe um diálogo entre pesquisadores indígenas e acadêmicos sobre como diferentes epistemologias podem contribuir para garantir o futuro das plantas sagradas.
A variabilidade do Banisteriopsis caapi ainda representa uma das grandes fronteiras do conhecimento científico. Esta mesa aproxima genética, ecologia, conhecimentos tradicionais e observações de cultivo para refletir sobre a verdadeira diversidade da espécie.
A Psicologia tem produzido contribuições importantes sobre os impactos da ayahuasca na saúde mental. Esta mesa propõe inverter essa lógica, ampliando o olhar para além da experiência humana e refletindo sobre os fundamentos ecológicos, culturais e éticos que tornam possíveis as práticas terapêuticas.
O crescimento do interesse científico, terapêutico e religioso pela ayahuasca traz novos desafios para além da regulamentação de seu uso. Esta mesa propõe ampliar o olhar jurídico sobre o Banisteriopsis caapi, discutindo instrumentos legais para sua conservação e a proteção dos conhecimentos tradicionais a ela associados.
Após reunir pesquisadores, povos indígenas, cultivadores, lideranças tradicionais e diferentes áreas do conhecimento, esta mesa propõe construir caminhos concretos para fortalecer a pesquisa, a conservação da espécie e a proteção dos conhecimentos associados a ela. Mais do que apresentar projetos, será um espaço de diálogo para identificar prioridades, formar alianças e discutir iniciativas colaborativas.
Instituições interessadas em apoiar ou integrar o CIB podem manifestar interesse através do formulário abaixo.